segunda-feira, 23 de março de 2009

O RIO SÃO FRANCISCO EM NÚMEROS


Extensão: 2.700 quilômetros – desde a Serra da Canastra, no município mineiro de São Roque de Minas, onde nasce, até a sua foz, entre os estados de Sergipe e Alagoas.

Área da Bacia: 634 mil km2

Divisão da bacia:

Alto São Francisco – das nascentes até a cidade de Pirapora (MG), com 100.076 km2, ou 16% da área da Bacia, e 702 km de extensão. Sua população é de 6,247 milhões de habitantes;
Médio São Francisco – de Pirapora (MG) até Remanso (BA) com 402.531 km2, ou 53% da área da Bacia, e 1.230 km de extensão. Sua população é de 3,232 milhões de habitantes;
Submédio São Francisco – de Remanso (BA) até Paulo Afonso (BA), com 110.446 km2, ou 17% da área da Bacia, e 440 km de extensão. Sua população é de 1,944 milhões de habitantes;
Baixo São Francisco – de Paulo Afonso (BA) até a foz, entre Sergipe e Alagoas, com 25.523 km2, ou 4% da área da Bacia, e 214 km de extensão. Sua população é de 1,373 milhões de habitanbtes

Abrangência regional
Galera lembrem-se de diferenciar O rio principal da Bacia Hidrográfica!
O Rio S. Francisco banha 5 estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, mas sua Bacia alcança também Goiás e o Distrito Federal.
A Bacia do rio abrange 504 de municípios, ou 9% do total de municípios do país. Desse total, 48,2% estão na Bahia, 36,8% em Minas Gerais, 10,9% em Pernambuco, 2,2% em Alagoas, 1,2% em Sergipe, 0,5% em Goiás e 0,2% no Distrito Federal.
Cerca de 13 milhões de pessoas (Censo de 2000) habitam a área da Bacia do São Francisco.

Vazão e consumo

- Consumo atual de água da Bacia do rio São Francisco: 91 m³/s
- Vazão firme na foz (garantia de 100%): 1.850 m³/s
- Vazão média na foz: 2.700 m3/s
- Vazão disponibilizada para consumos variados: 360 m³/s
- Vazão mínima fixada após Sobradinho: 1.300 m³/s
- Vazão firme para a integração das bacias: 26 m³/s (1,4% de 1.850 m³/s)
Saudações Geográficas!
João Ludgero

terça-feira, 17 de março de 2009

A FLORESTA NÃO VAI VIRAR SAVANA, DIZ ESTUDO


Muitas projeções, como as do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), apontam que a floresta Amazônica poderia virar, até meados deste século, uma savana (vegetação tipo o cerrado da Chapada do Araripe), caso as emissões de gases do efeito estufa e o desmatamento não forem controlados. Esse risco existe, porém é mínimo, diz estudo feito por cientistas britânicos com base em 19 modelos climáticos e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O regime de chuvas deve mudar, sim – mas não a ponto de descaracterizar a vegetação local. As principais conclusões do trabalho:
A quantidade de chuvas na região é subestimada. Mesmo com a redução das precipitações a umidade será suficiente para manter as florestas frondosas.
A parte oriental, a próxima a ao Domínio Morfoclimático das Caatingas, a mais vulnerável, pode se transformar em florestas sazonais, com estações secas e úmidas.
As florestas sazonais podem favorecer o surgimento de novas espécies.
As maneiras de preservar a Amazônia, segundo o levantamento científico, são as velhas conhecidas: controle global de emissões de gases e ações governamentais para impedir o desflorestamento. O relatório tem dois méritos. O primeiro é a abrangência de dados. O segundo é a tentativa de pôr fim ao alarmismo sobre a questão e, dessa maneira, ajudar na tomada de decisões mais realistas e efetivas.

terça-feira, 3 de março de 2009

Questões de Fusos Horários

Ai galera, tentem resolver estas questões e deixem os comentários em caso de dúvidas!
01)Um avião em movimento pediu as coordenadas geográficas de uma posição para identificar a rota. O piloto notificado da posição, solicitando o relógio a bordo, verificou que esse marcava 10 horas. O ponto que deveria atingir estava localizado a 75º de Longitude leste desse ponto. O avião gastava 2 horas para atingir o ponto em questão. A que horas chegava o avião no ponto desejado?
a)15 h. b)5 h. c)17 h. d)16 h. e)12 h.

02)Observe:
1)Pelo sistema de fusos horários, o globo terrestre foi dividido em 24 fusos, cada um equivalendo a 15º no sentido das longitudes.( )
2)O Equador é o círculo máximo que marca o início da contagem das horas.( )
3)Quando o Meridiano de Greenwich marcar 19 horas, hora legal, num ponto situado a uma longitude de 30ºW, a hora legal será de 21 horas.( )
4)O Brasil possui 4 fusos horários, todos situados ao oeste de Greenwich.( )
5)Um avião, ao cruzar a linha internacional (da data), no sentido oeste-leste, retrocede 1 (um) dia no calendário.( )

03)Um avião voando a 150 km/h sai de um ponto A a 60º O e dirige-se para um ponto B a 15º E. Quantos quilômetros e quantos graus percorreria o avião, se as localidades estivessem nas imediações do Equador?
a) 8.888 km e 75º
b) 7.577 km e 75º
c) 7.325 km e 80º
d) 8.325 km e 75º
e) 6.660 km e 70º

04)Um avião em movimento pediu as coordenadas geográficas de uma posição para identificar a rota. O piloto notificado da posição, solicitando o relógio a bordo, verificou que esse marcava 10 horas. O ponto que deveria atingir estava localizado a 75º de Longitude leste desse ponto. O avião gastava 2 horas para atingir o ponto em questão. A que horas chegava o avião no ponto desejado?
a)15 h. b)5 h. c)17 h. d)16 h. e)12 h.

05)Em uma cidade localizada no terceiro fuso horário brasileiro, quando os relógios marcavam 23 horas do dia 02 de fevereiro, horário de verão, em outra cidade, localizada a 15º ocidental do Meridiano de Greenwich, estávamos
a)às 21 horas do dia 02 de fevereiro.
b)às 20 horas do dia 02 de fevereiro.
c)à 1 hora do dia 03 de fevereiro.
d)às 2 horas do dia 03 de fevereiro.
e)às 3 horas do dia 03 de fevereiro.

06)Sobre fusos horários e hora legal, é correto afirmar:
a)Nem sempre os limites teóricos dos fusos são aplicados. Por vezes e por conveniência, como no caso brasileiro, consideram-se as fronteiras políticas.
b)No Brasil, a hora legal está adiantada em relação à hora legal dos países do Oriente.
c)Os fusos horários são definidos em relação a um fuso inicial que marca permanentemente 12 horas (meio-dia).
d)O fator que determina a hora legal é o comprimento do meridiano pelo qual passa o fuso horário.
e)O meridiano de Greenwich passa pela Inglaterra devido à posição estratégica desse país quanto à incidência da luz solar.

08)Se, numa cidade localizada a 2°30. Oeste de Greenwich, os relógios marcam 18 horas, em São Paulo os relógios estarão marcando, desconsiderando-se a possibilidade de horário de verão,
a)15 horas.
b)16 horas.
c)17 horas.
d)19 horas.
e)20 horas.

09)Que hora solar verdadeira e hora legal são correspondentes respectivamente em uma cidade localizada a 48º de longitude Oeste e 30° de latitude Sul, sabendo que, no centro do fuso horário onde se localiza a cidade, os relógios marcam 12h ?
a)12h e 12min - 11h
b)10h e 48min - 11h
c)12h - 12h e12min
d)11h e 48min - 12h
e)12h - 12h
Saudações Geográficas!
João Ludgero

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

APROFUNDANDO - FORMAS E MOVIMENTOS DO NOSSO PLANETA

10 Questões que Valem 1000
01)Sobre o planeta Terra, assinale o que for correto.
01. A Terra não é uma esfera perfeita. Ela é achatada nos pólos e mais larga no equador.
02. Os eclipses acontecem quando o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados.
04. O movimento de rotação, responsável pelos dias e noites, dura pouco mais de 24 horas, e o movimento de precessão, responsável pela sucessão das estações do ano, dura 366 dias.
08. O equador (latitude 0º) contorna o globo em seu maior diâmetro, dividindo a Terra nos hemisférios norte e sul.
Gab: 11

02)As cidades de Natal-RN, situada a 05º 46’ 37” de latitude sul e 35º 12’ 06” de longitude oeste, e Uruguaiana-RS, situada a 29º 46’ 55” de latitude sul e 57º 02’ 18” de longitude oeste, possuem a mesma hora legal, seguindo o horário de Brasília. Baseadas nessas informações, qual(is) afirmativa(s) está(ão) correta(s)?
01. No solstício de verão, durante o mês de dezembro, a cidade de Natal escurece mais cedo.
02. No solstício de inverno, durante o mês de junho, a cidade de Uruguaiana escurece mais cedo.
04. No equinócio de primavera, durante o mês de setembro, a cidade de Natal recebe primeiramente os raios solares ao amanhecer.
08. Não há diferença no horário do nascer do sol entre as duas cidades.
16. No solstício de outono, durante o mês de março, a cidade de Uruguaiana recebe primeiramente os raios solares ao amanhecer.
Gab: 05
03)A hidrosfera, ou “esfera de água”, corresponde à totalidade das águas dos oceanos e mares, dos sistemas fluviais e lacustres, e a água subterrânea. Costuma-se dizer que a Terra é o Planeta Água. Se essa totalidade de água fosse distribuída uniformemente sobre a superfície terrestre, formaria uma camada com altura média de 3.000 m, considerando a Terra esférica com raio de 6.000 km.
Com as informações acima e em relação ao tema, é correto afirmar:
I. Se a Terra fosse um modelo com 20m de diâmetro, a água seria representada por uma camada de 3 mm de espessura.
II. Se a Terra fosse um modelo com 20m de diâmetro, a água seria representada por uma camada de 5 mm de espessura.
III. Se a Terra fosse um modelo com 12m de diâmetro, a água seria representada por uma camada de 3 m.
IV. Se a Terra fosse um modelo com 12m de diâmetro, a água seria representada por uma camada de 3 mm de espessura.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.
a)I e II.
b)I e III.
c)II e IV.
d)I, III e IV.
e) II, III e IV.
Gab: C
04)Agora é oficial: Plutão foi rebaixado. A decisão saiu da Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), realizada em Praga, capital da República Checa.
Descoberto em 1930, pelo cientista americano Clydie Tombaugh, Plutão é objeto de discussão há décadas, principalmente devido ao seu tamanho que foi sendo progressivamente reduzido. Estima-se hoje que ele possua dois mil e trezentos quilômetros de diâmetro, medida muito menor do que a da Terra (12.750 km) ou a da Lua terrestre (3.480 km).
Diário Popular, 25/08/2006. [adapt.]
Com relação às informações acima sobre o Sistema Solar, considere as seguintes afirmativas, assinalando V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) Plutão é muito menor do que se pensava. Além disso, sua órbita é mais elíptica do que a dos planetas do Sistema Solar e se inclina num plano diferente da eclíptica.
( ) Os asteróides e os cometas são corpos celestes de pequena dimensão, compostos por fragmentos de rochas e, ao contrario dos planetas do Sistema Solar, não orbitam ao redor do Sol.
( ) Alguns planetas do Sistema Solar são de fácil localização, como é o caso de Mercúrio e de Vênus, que surgem no horizonte em dois momentos: na direção leste pouco tempo antes de o Sol nascer e na direção oeste logo após o pôr-do-sol.
( ) O Sistema Solar faz parte da Via Láctea, galáxia em forma de espiral, parcialmente visível a olho nu, e é um sistema composto por astros, diversos tipos de estrelas, nuvens, gás e poeira.
( ) Os planetas menores são os mais próximos do sol (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), enquanto os chamados planetas exteriores (com órbitas exteriores a da Terra) tendem a ser gigantes, como é o caso de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Com base nas informações anteriores e em seus conhecimentos, indique a alternativa que apresenta a seqüência correta.
a)FVFFV.
b)VFFFV.
c)FVVVF.
d)FFVVF.
e)VFVVV.
Gab: E
05)No que respeita ao Sol, à Terra ou ao Sistema Solar, assinale o que for correto.
01. A Terra é uma esfera perfeita e tem 6.378 km de diâmetro na Linha do Equador onde a sua circunferência é de pouco mais de 40.000 km.
02. Os planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são planetas gigantes ou jupiterianos, de grandes diâmetros e de baixa densidade.
04. O Sol é composto por 73% de hélio, 25% de hidrogênio e 2% de outros elementos como carbono, oxigênio, nitrogênio, neônio e ferro, entre outros.
08. A primeira das leis de Kepler, com relação às órbitas dos planetas em relação ao Sol, diz que os planetas descrevem elipses das quais o Sol ocupa um dos focos.
16. Quando a Lua está entre o Sol e a Terra diz-se que ela está em conjunção e a sua fase é de Lua Nova.
Gab: 26
06)O nosso Sistema Solar é constituído por planetas classificados como internos ou externos. Os internos apresentam composição sólida, graças à presença de rochas e minerais em suas estruturas. Os externos apresentam consistência gasosa, por hélio e hidrogênio, e gelo.
Assinale a única alternativa em que todos os astros citados estão corretamente classificados, hoje, pelos cientistas astronômicos.
a)Internos: Mercúrio, Vênus, Saturno e Terra.
Externos: Marte, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.
b)Internos: Mercúrio, Netuno, Terra e Marte.
Externos: Júpiter, Saturno, Urano, Vênus e Plutão.
c)Internos: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
Externos: Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.
d)Internos: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
Externos: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
e)Internos: Mercúrio, Vênus, Terra e Saturno.
Externos: Júpiter, Marte, Urano e Netuno.
Gab: D
07)Imagine uma pessoa na seguinte situação:
· localização: 30º de latitude Norte
· posição: em pé, ereta
· horário: 12 horas
· dia: 22 de dezembro
· direção do olhar: Pólo Sul
Considerando as informações acima, podemos afirmar, com relação a sua sombra, que
a)não há sombra, pois é Solstício de Verão no Hemisfério Norte.
b)não há sombra, pois é o dia em que a Terra se encontra no Periélio.
c)há sombra, a qual se projeta a partir de suas costas.
d)há sombra, a qual se projeta para o lado Sul.
e)há sombra, a qual se projeta para o lado Oeste.
Gab: C
08)A respeito de alguns astros do Sistema Solar, assinale o que for correto.
01. O satélite Io, um dos quatro satélites galileanos do planeta Júpiter, é o mais ativo do Sistema Solar, pois nas suas atividades vulcânicas, diferentes das ocorridas na Terra, desprende nuvens de enxofre através de orifícios de sua superfície.
02. O planeta Plutão é o mais veloz em sua órbita ao redor do Sol, pois quanto mais afastado do mesmo, menor a atração gravitacional do Sol em relação ao planeta e, portanto, maior a velocidade de translação.
04. O planeta Vênus, comparado aos demais planetas do Sistema Solar, gira para trás em seu eixo a cada 243 dias terrestres. A sua translação ao redor do Sol se faz em tempo menor, por isso o seu dia é mais longo do que o seu ano.
08. Os planetas Mercúrio e Vênus não possuem satélites naturais.
16. Os ciclos solares, que ocorrem a cada onze anos, exercem forte influência sobre a Terra. As partículas de radiação solar emitidas em maior quantidade nessas fases de maior atividade solar, além de outras conseqüências, interferem com os sinais de rádio e causam problemas em linhas de transmissão de energia que por vezes resultam em blecautes.
Gab: 29
09)O planeta Terra apresenta algumas características com relação ao seu movimento. Assinale a(s) alternativa (s) correta(s).
01. O planeta Terra não apresenta movimento ao redor de si mesmo, sendo essa uma importante característica desse planeta.
02. O movimento de rotação permite ao homem definir o dia e a noite, as horas e os fusos horários.
04. Translação é o nome dado ao movimento que a Terra realiza em torno do Sol.
08. O movimento que a Terra realiza ao redor da Lua permite a definição das estações do ano - primavera, verão, inverno e outono.
16. A terra gira em torno de si mesma, movimento chamado de rotação. Esse movimento dura 23 horas, 56 minutos e 4 segundos.
Gab: 22
10)Em relação às causas físicas que explicam o estabelecimento das linhas imaginárias do Equador, trópicos de Câncer e de Capricórnio e círculos polares Ártico e Antártico, é correto afirmar:
a)Os círculos Polar Ártico e Polar Antártico têm sua delimitação estabelecida pelos períodos de luz e sombra, que ocorrem devido à conjunção do eixo de inclinação terrestre e do movimento de translação da Terra em torno do Sol.
b)O estabelecimento dos trópicos de Câncer e de Capricórnio está relacionado ao movimento diário do Sol em torno da Terra.
c)O movimento de rotação interfere no estabelecimento das linhas imaginárias do Equador, Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio, bem como dos círculos polares.
d)Todas essas linhas imaginárias que correspondem à latitude e à longitude têm o mesmo valor relativo em graus porque foram estabelecidas segundo o mesmo princípio físico.
e)Cada uma dessas linhas divide a Terra em duas partes iguais.
Gab: A

domingo, 16 de novembro de 2008

Juazeiro pode esquentar ainda mais ?

Os alunos do Terceiro Ano do Ensino Médio da Escola Paraíso sediada na cidade de Juazeiro do Norte, orientados pelo Professor de Geografia João Ludgero, desenvolveram pesquisa para identificar a formação de Ilhas de Calor na cidade de Juazeiro do Norte.Os pesquisadores identificaram que o intenso crescimento populacional da cidade, potencializa a urbanização e o aumento da concentração de pessoas em atividades do terciário e secundário. Esse crescimento populacional seguido de uma urbanização desordenada tem contribuído para o surgimento de um fenômeno climático conhecido como “Ilha de Calor”. Esse tipo de fenômeno é caracterizado pela distribuição espacial do campo de temperatura sobre a cidade que apresenta um máximo, como se fosse uma ilha quente localizada. Alterações da umidade do ar, da precipitação e do vento também estão associadas à presença de ilha de calor urbana.Nas cidades de latitudes tropicais devido à alta intensidade da radiação solar incidente as ilhas de calor urbanas ocorrem durante o dia, agravando a sensação e o desconforto devido à elevação da temperatura e à redução da umidade relativa do ar.A origem das ilhas de calor decorre da presença de edificações e das alterações da paisagem feitas pelo homem nas cidades. A superfície urbana apresenta particularidades em relação à capacidade térmica e densidade dos materiais utilizados: asfalto, concreto, telhas, solo exposto, enfim, uma infinidade de adaptações à vida urbana que acabam favorecendo essa concentração de calor próximo à superfície. Entre as principais causas das ilhas de calor no Juazeiro temos temos:01 - Efeitos da poluição do ar: o efeito de interação entre a radiação e a poluição atmosférica constituída de partículas e de diferentes gases, como os gases do efeito estufa (CO, CO2, O3, hidrocarbonetos, entre outros) provoca alterações locais no balanço de energia e radiação que podem ser associadas à formação das ilhas de calor urbanas. Uma série de reações químicas e fotoquímicas podem ocorrer em ambiente urbano poluído. O aumento da irradiância de onda longa da atmosfera em direção às superfícies urbanas associada ao aumento da concentração dos gases do efeito estufa sobre as cidades (C02, metano) modifica o balanço de energia (radiação e fluxos de calor) da superfície e da atmosfera.02 - Fontes antrópicas de calor: Emissões antrópicas de calor e umidade associadas à queima de combustíveis fósseis, ar condicionado, entre outras podem contribuir em muito para o maior aquecimento urbano.03 - Efeito da redução das áreas verdes: Decréscimo da evapotranspiração pela impermeabilização das superfícies urbanas e redução de áreas verdes na cidade. A reduzida fração de área vegetada em áreas fortemente urbanizadas diminui a extensão das superfícies de evaporação (lagos, rios) e de evapotranspiração (parques, bosques, jardins, bulevares). Assim, as atividades humanas alteram os microclimas urbanos e as condições de conforto ambiental das cidades. A impermeabilização dos solos devido à pavimentação e desvio da água por bueiro e galerias, o que reduz o processo de evaporação e evapotranspiração urbana, modificando o balanço hídrico da superfície urbana podendo aumentar a vulnerabilidade da população a enchentes e deslizamentos de terra.04 - Uso de materiais muito absorvedores da radiação solar (de baixa refletividade): Maior acumulação de calor durante o dia devido às propriedades de absorção pelos materiais utilizados na construção da cidade (ou urbanização) e sua emissão durante o período noturno.Sendo assim os pesquisadores do Colégio Paraíso – Juazeiro do Norte, identificaram como os principais responsáveis pelo aumento da temperatura em Juazeiro do Norte foram: Efeitos da poluição do Ar, Fontes antrópicas de calor e a redução das areas verdes.Diante da tabela abaixo não foi identicado Ilhas de Calor em Juazeiro do Norte, pois as mesmas só ocorrem quando é diagnosticado uma diferença de 7º C de um bairro (central) em relação ao outro (periferia).
BAIRRO HORÁRIO TEMPERATURA DIFERENÇA
Centro 14:00 38,5° C 4,5º C
Novo Juazeiro 14:00 34° CCentro 14:00 35º C 1,5º C
Lagoa Seca 14:00 33,5º CCentro 16:00 39º C 3º C
Tiradentes 16:00 36º CCentro 15:00 38º C 4º C
Aeroporto 15:00 34º C
Percebe-se que as ilhas de calor estão se formando, onde fica ai o alerta para o próximo gestor da cidade administre este crescimento desordenado, preocupando-se em aumentar mais as áreas verdes deste município e planejar melhor o desenvolvimento do sítio urbano deste município, onde implante a agenda 21 do mesmo e consiga congregar crescimento urbano com melhoria da qualidade de vida, pois as ilhas de calor agravam as ondas de calor com conseqüências sobre o aumento da mortalidade de idosos e doentes que apresentem redução em sua capacidade de termorregulação corpórea e de percepção da necessidade corpórea de hidratação (idosos e pacientes com doenças mentais ou de mobilidade).Dentro do próprio centro urbano já é notável uma pequena diferença entre as temperaturas de bairros centrais e bairros residenciais da periferia da cidade.Juazeiro do Norte, que apesar de não ser um centro econômico e de pessoas tão grande quanto cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo, já apresenta sinais visíveis de formação de ilhas de calor principalmente no centro do município.Aproveito para parabenizar meus alunos do Colégio Paraíso, que tanto se esforçaram para fazer existir esta pesquisa pioneira no diagnóstico de Ilhas de Calor. Ressalto ainda a importância de uma pesquisa empírica, onde os alunos tiveram a oportunidade também de perceber a existência da cidade formal e informal, ou seja, onde o poder público de fato atua no município de Juazeiro, podendo ver em locus ao vivo e a cores as grandes disparidades sociais neste imenso centro religioso tão carente de IGUALDADE, E FRATERNIDADE.

Alunos dos 3º anos do Ensino Médio do Colégio Paraíso
Professor – João Ludgero – Geógrafo
Especialista em Geopolítica e Direito Ambiental

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

DIGA NÃO AS DROGAS!

Postado por João Ludgero

Tudo começou quando eu tinha 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta! Depois, quando você quiser, é só para..." e eu fui na dele.

Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo". Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" (programa exibido na globo por eles) e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um de Zezé de Camargo e Luciano! Era o princípio de tudo!

Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um Cd de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", Babado Novo, etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Ásia de Águia" , AVIÕES e muito mais.

Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves: eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes! Então meu "amigo" me deu o que eu queria: um Cd do "Harmonia do Samba". Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela!Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...

Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras (revista de fofoqueiros e desocupados) que tinha o "Rodriguinho" (fantoche da mídia) na capa.

Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro... minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro... meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo! Não deu outra: entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos e fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas Lojas Americanas e pedi "As melhores do Molejão". Foi terrível!!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava mais em nada!

Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas", "Tapinhas" e "Éguinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saia a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferem o "caminho dos templos". Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.Hoje estou internado numa clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock in Rol, MPB e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenha que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach.

Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam em dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, otário e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente. Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes, conheça melhor a realidade em que você esta inserido e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: Não ligue a TV no Domingo à tarde; Não escute nada que venha de Goiânia ou do Interior de São Paulo; Não entre em carros com adesivos "Fui...". Se te oferecerem um Cd, procure saber se o suspeito foi ao programa da Hebe do Faustão ou se apareceu no Sabadão do Gugu; Mulheres gritando histericamente é outro indício; Não compre nenhum Cd que tenha mais de 6 pessoas na capa; Não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados; Não compre nenhum Cd que a capa tenha nuvens ao fundo. Não compre qualquer Cd que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil; e Não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima. Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela! Eu sei que você consegue! Diga não às drogas!

Luiz Fernando Veríssimo - Adaptado por João Ludgero

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Os Brasis na História


Darcy Ribeiro

Depois de compor toda uma vasta teoria da história, que concluo com este livro, devo confessar que as grandes seqüências históricas, únicas e irrepetíveis, em essência são inexplicáveis.
O que alcançamos são algumas generalizações válidas que lançamos aqui e ali, iluminando passagens. É, porém, irresistível, como aventura intelectual, a procura dessas generalizações. É também indispensável, porque nenhum povo vive sem uma teoria de si mesmo. Se não tem uma antropologia que a proveja, improvisa-a e difunde-a no folclore.
A história, na verdade das coisas, se passa nos quadros locais, como eventos que o povo recorda e a seu modo explica. É aí, dentro das linhas de crenças co-participadas, de vontades coletivas abruptamente eriçadas, que as coisas se dão. Essa é a razão por que, em lugar de um quadro geral da história brasileira, compus esses cenários regionais.
Uma copiosa documentação histórica mostra que, poucas décadas depois da invasão, já se havia formado no Brasil uma protocélula étnica neobrasileira diferenciada tanto da portuguesa como das indígenas. Essa etnia embrionária, multiplicada e difundida em vários núcleos - primeiro ao longo da costa atlântica, depois transladando-se para os sertões interiores ou subindo pelos afluentes dos grandes rios -, é que iria modelar a vida social e cultural das ilhas-Brasil. Cada uma delas singularizada pelo ajustamento às condições locais, tanto ecológicas quanto de tipos de produção, mas permanecendo sempre como um renovo genésico da mesma matriz.
Essas ilhas-Brasil operaram como núcleos aglutinadores e aculturadores dos novos contingentes apresados na terra, trazidos da África ou vindos de Portugal e de outras partes, dando uniformidade e continuidade ao processo de gestação étnica, cujo fruto é a unidade sociocultural básica de todos os brasileiros.
Acredito que se possa distinguir a existência dessa célula cultural neobrasileira, diferenciada e autônoma em seu processo de desenvolvimento, a partir de meados do século XVI; quando se erigiram os primeiros engenhos de açúcar, sendo ainda dominante o comércio de pau-de-tinta, e quando ainda se tratava de engajar o índio como escravo do setor agroexportador. Era a destinação e a obra dos mamelucos-brasilíndios, que já não sendo índios nem europeus, nem nada, estavam em busca de si mesmos, como um povo novo em sua forma ainda larvar.
Era gestada nas comunidades constituídas por índios desgarrados da aldeia para viver com os portugueses e seus mestiços - que começavam a multiplicar-se na costa pernambucana, baiana, carioca e paulista. Com base no compadrio, ainda no tempo das relações de escambo com índios que permaneciam em suas aldeias independentes.
Aqueles núcleos pioneiros evoluíram rapidamente para a condição de comunidades-feitorias quando passaram a integrar também indígenas capturados, estruturando-se em volta de um núcleo de mamelucos e funcionando como bases operacionais dos brancos que serviam de apoio aos navios, estabelecendo suas próprias relações de aliança ou de guerra com tribos vizinhas. Ainda que embebidos na cultura indígena, só falando a língua da terra e estruturados em bases semitribais, já eram regidos por princípios organizativos procedentes da Europa. Constituíam, assim, de fato, brotos mutantes do que viria a ser uma civilização urbana e letrada.
Dessas comunidades se projetaram os grupos constitutivos de todas as áreas socioculturais brasileiras, desde as velhas zonas açucareiras do litoral e os currais de gado do interior até os núcleos mineiros do centro do país, os extrativistas da Amazônia e os pastoris do extremo sul. Cobrindo milhares de quilômetros, essa expansão - por vezes lenta e dispersa como a pastoril, por vezes intensa e nucleada como a mineradora - foi multiplicando matrizes, basicamente uniformes, por todo o futuro território brasileiro. Apesar de tão insignificantes, de fato disseminaram-se como uma enfermidade, contaminando a indianidade circundante, desfazendo-as e refazendo-as como ilhas civilizatórias. Só muito depois começaram a comunicar-se regularmente umas com as outras, através dos imensos espaços desertos que as separavam.
Sobre aquele arquipélago, integrando societariamente essas ilhas, se estendiam três redes aglutinadoras: a identidade étnica, que já não sendo índia se fazia protobrasileira; a estrutura socioeconômica colonial de caráter mercantil, que as
vinculava umas com as outras através da navegação oceânica e com o Velho Mundo, como provedores de pau-de-tinta; uma nova tecnologia produtiva, que as ia tornando mais e mais complexas e dependentes de artigos importados. Sobre todas elas falava uma incipiente cultura erudita, principalmente religiosa, de padrão básico, que se ia difundindo. Tal como o índio Uirá, que saiu à procura de Deus, para identificar-se ante a divindade declara "eu sou de seu povo, o que come farinha", todos nós, brasileiros, podemos dizer o mesmo: "Nós somos o povo que come farinha de pau".
A identidade étnica dos brasileiros se explica tanto pela precocidade da constituição dessa matriz básica da nossa cultura tradicional, como por seu vigor e flexibilidade.
Essa última característica lhe permitirá, como herdeira de uma sabedoria adaptativa milenar, ainda dos índios, conformar-se, com ajustamentos locais, a todas as variações ecológicas regionais e sobreviver a todos os sucessivos ciclos produtivos, preservando sua unidade essencial. A partir daquelas protocélulas, através de um processo de adaptação e diferenciação que se estende por quatro séculos, surgem as variantes principais da cultura brasileira tradicional (ver conceitos de cultura rústica e cultura caipira em Melo e Souza 1964; de cultura camponesa e folk-culture em Redfield 1941 e 1963; de cultura cabocla em Willems 1947 e de cultura crioula em Gillin 1947 ).
Elas são representadas pela cultura crioula, que se desenvolveu nas comunidades da faixa de terras frescas e férteis do Nordeste, tendo como instituição coordenadora fundamental o engenho açucareiro. Pela cultura caipira, da população das áreas de ocupação dos mamelucos paulistas, constituída, primeiro, através das atividades de preia de índios para a venda, depois, da mineração de ouro e diamantes e, mais tarde, com as grandes fazendas de café e a industrialização. Pela cultura sertaneja, que se funde e difunde através dos currais de gado, desde o Nordeste árido até os cerrados do Centro-Oeste. Pela cultura cabocla das populações da Amazônia, engajadas na coleta de drogas da mata, principalmente nos seringais. Pela cultura gaúcha do pastoreio nas campinas do Sul e suas duas variantes, a matuta-açoriana (muito parecida com a caipira) e a gringo-caipira das áreas colonizadas por imigrantes, predominantemente alemães e italianos.
Em termos de formação econômico-social, se pode dizer que essas faces do Brasil rústico se plasmaram como produtos exógenos da expansão européia, que as fez surgir dentro de uma formação agrário-mercantil-escravista, bipartidas em implantes citadinos e contextos rurais mutuamente complementares, estratificadas em classes sociais antagônicas,
ainda que também funcionalmente integradas. Seu motor foi o processo civilizatório desencadeado pela Revolução Mercantil, que permitiu aos povos ibéricos expandir-se para o além-mar e criar a primeira economia de âmbito mundial.
O Brasil, como fruto desse processo, desenvolve-se como subproduto de um empreendimento exógeno de caráter agrário-mercantil que, reunindo e fundindo aqui as matrizes mais díspares, dá nascimento a uma configuração étnica de povo novo e o estrutura como uma dependência colonial-escravista da formação mercantil-salvacionista dos povos ibéricos.
Não se trata, como se vê, de um desdobramento autônomo, produzido a partir da etapa evolutiva em que viviam os indígenas (revolução agrícola) e do tipo de formação com que se estruturavam (aldeias agrícolas indiferenciadas, isto é, não estratificadas em classes). Trata-se, isto sim, da ruptura e transfiguração das mesmas, por via da atualização histórica promovida por uma macroetnia em expansão:a mercantil-salvacionista portuguesa (Ribeiro1968 ).
É simplesmente espantoso que esses núcleos tão iguais e tão diferentes se tenham mantido aglutinados numa só nação. Durante o período colonial, cada um deles teve relação direta com a metrópole e o "natural" é que, como ocorreu na América hispânica, tivessem alcançado a independência como comunidades autônomas. Mas a história é caprichosa, o "natural" não ocorreu. Ocorreu o extraordinário, nos fizemos um povo-nação, englobando todas aquelas províncias ecológicas numa só entidade cívica e política.